TEXTO DO DIA

Mais Cortante Que Faca - Época da Quaresma

“Os que passavam por ali caçoavam dele, balançando a cabeça e o insultavam, dizendo assim: - Ei, você que disse que era capaz de destruir o templo e tornar a reconstruí-lo em três dias... Salve-se!” (Mt 27.39-40)

A dor física que Jesus enfrenta na crucificação é inimaginável e certamente é agravada pelo desprezo e escárnio que recebe de todos os lados. Por causa do seu amor ilimitado por essas mesmas pessoas, ele deixou seu trono no céu e se tornou humano. Com profunda compaixão ele toma o lugar delas sofrendo a ira do Pai para perdoar os seus pecados. Sacrifica-se por amor, mas o seu próprio povo lança sobre ele desonra e insulto.

Multidões de judeus estão indo à cidade para celebrar a Páscoa. Eles passam pela cruz, balançando suas cabeças e expressam seu desprezo por ele. Os líderes religiosos judeus que o condenaram, deixam de lado qualquer vestígio de honra e decoro, e, frente a ele, zombam de seu nome, Jesus, que significa "O Senhor salva". Eles exclamam: "Ele salvou os outros, mas não pode salvar a si mesmo!" Até mesmo os dois criminosos, em sua dor e miséria, o insultam.

Quando criança, eu usava uma rima para me proteger dos valentões: “Paus e pedras podem meus ossos quebrar, mas palavras nunca podem me machucar." Mas as palavras, risos e a ridicularizarão cortavam mais fundo do que qualquer faca. O riso e zombaria tornavam o corte mais profundo.

Quanto mais você ama e se preocupa com as pessoas, mais machuca quando elas se levantam contra você. Quando você está sacrificando a si mesmo por alguém que zomba e ridiculariza você por isso, a ferida é mais dolorida. Esta é a dor emocional que Jesus enfrenta na cruz, ao pagar o preço final pelos meus e os seus pecados.

Oração: Jesus Cristo, meu Salvador e Senhor, você buscou absolvição e perdão para aqueles que o pregaram na cruz, que desdenharam e ridicularizaram você. Perdoe os nossos pecados e encha nosso coração com fé e gratidão a você, e com sincero amor uns pelo outros. Amém.

Leia em sua Bíblia Mateus 27.38-45

terça-feira, 25 de março de 2014

As duas naturezas

Devemos lembrar que existem duas naturezas em cada cristão (Rm 7.14-25). Uma é a velha natureza maligna e corrupta que nasce com ele. A outra é a nova natureza pura e santa que ele recebe na sua conversão. Podemos chamá-las a natureza de Adão e a natureza de Cristo. Um cristão explicou isso da seguinte forma: “O pecado foi retirado do meu coração, mas ainda imito o meu bisavô” (isto é: a velha natureza).

A velha natureza é completamente má. A experiência de Paulo também é a nossa. Ele disse:“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum” (Rm 7.18a). Portanto, nunca devemos procurar uma tendência boa na nossa velha natureza, e nunca devemos ficar desapontados ou surpreendidos quando não encontramos essa tendência boa. Ela não só é completamente má, é incuravelmente má! Depois de uma vida inteira tentando ser correta, ela não ficará melhor do que era quando essa vida começou. De fato Deus não tem interesse em melhorar a velha natureza. Ele condenou-a na cruz do Calvário, e quer que nos mantenhamos alheios a todas as tentativas que ela faz para controlar as nossas vidas.
Paulo igualou a velha natureza a um cadáver amarrado às suas costas. (É claro que o corpo estava se decompondo e cheirava mal.) Tinha que transportá-lo onde quer que fosse, o que o fazia gritar de angústia: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”(Rm 7.24)
A nova natureza é a vida de Cristo e por isso mesmo é totalmente boa, tendo capacidade para fazer somente o bem. É pura, nobre, justa, cheia de amor e verdadeira. Todos os seus pensamentos, desejos, motivos e ações são semelhantes a Cristo.